02/07/2007 15:27
Visitem: http://derkleyndiner.wordpress.com
Abraços!
enviada por Yakov
03/06/2007 11:40
"Informamos que a partir do dia 3 de junho estaremos funcionando em novo endereço, num local mais acessível e mais espaçoso, onde poderemos atendê-los com melhor e com mais qualidade. O endereço é http://derkleyndiner.wordpress.com . Esperamos vocês!"
"Estou contente com o trabalho aqui no blig, mas realmente recebi uma proposta irrecusável do wordpress.com, e, é claro, como qualquer um, eu tenho que pensar na minha profissional. Mas estou deixando o blig satisfeito, e com a sensação de dever cumprido. Desejo o melhor pro blig, mas agora é pensar no wordpress.com."
É a vida! Mudanças... mas essa é pra melhor (assim espero!). Desculpem as brincadeiras, mas é só pra "variar" um pouco. Então, a partir de hoje, meu blog vai estar em novo endereço. Os vejo por lá (assim espero também!)!
http://derkleyndiner.wordpress.com
Jacob M Galon
enviada por Yakov
31/05/2007 14:40
Achei isso na internet, e apesar dos estereótipos (coisa que eu realmente detesto!), reflete uma certa realidade. Um abraço a todos!
O que você faria se encontrasse uma mosca no seu café?
O inglês: Joga o café fora e vai embora.
O americano: Tira a mosca e toma o café.
O chinês: Come a mosca e joga o café fora.
O japonês: Bebe o café com a mosca para não envergonhá-la.
O israelense: Vende o café para o americano, a mosca para o chinês e compra um café novo para si.
O palestino: Acusa o israelense de haver programado a mosca para se jogar em seu café. Pede ajuda às Nações Unidas e contrai um empréstimo com a União Européia. Usa o dinheiro da UE para comprar dinamite e explode o café onde estavam o inglês, o americano, o chinês, o japonês e o israelense, culpando o último por sua extrema agressividade.
enviada por Yakov
21/05/2007 16:17
Uma reflexão (quase poética) ilusória pra não deixar o blog parado. It's feelings, people, feelings! :)
A vida e os sonhos
O que são sonhos? Pra que eles servem? Dizem que sonhos são nuvens. Bom, talvez eles sejam mesmo. Partes da vida que já estiveram aqui, e agora estão lá, no céu, intocáveis, impossíveis. Sim, impossíveis. Talvez isto os defina bem.
Um garotinho sonha com o que quer ser quando crescer; outro em fazer uma viagem espacial; uma garotinha com um lindo bosque e um príncipe encantado chegando num cavalo branco. E tudo é tão bom! Tudo são aventuras, vitórias, alegrias... Tudo e todos são tão perfeitos... Ficam nas nuvens!
Mas vem o dia em que as nuvens se escurecem; ventos fortes e relâmpagos, raios os atingem dolorosamente; e eles não sabem o que está acontecendo. Agora são pesadelos. E, sem clemência alguma, são expulsos, atirados à terra com e como as gotas de chuva.
Ali não encontram ninguém; tudo é vazio. Ficam sozinhos e tristes, talvez pelo resto de suas vidas. E deixam de ser garotinhos e garotinhas. Lá no alto, as nuvens voltam a clarear. Mas já estão longe. Intocáveis. Impossíveis. Como os sonhos que viraram pesadelos.
enviada por Yakov
07/05/2007 17:39
Estou idealess... Triste com o time (por que futebol existe?) e muito ocupado com as tarefas da universidade. Espero ter coisas novas para postar aqui em breve. Semana que vem certamente terei algo novo. Um abraço!
enviada por Yakov
29/04/2007 21:55
Uma só pergunta: do you know what you are?
enviada por Yakov
19/04/2007 14:04
Nessa semana que tivemos o dia em lembrança das vítimas do Holocausto, nada mais justo que "repostar" um poema antigo de reminiscências. Um abraço!
Campo de reminiscências
Eu não estava lá
Mas sinto como se estivesse
Estática imagem, traz-me à memória
Um céu de cinzas, e um bosque
Um terrível bosque do sonho;
Bosque do pesadelo.
Um campo sem flores,
Sem alegria, onde a vida se esvai
Em tristes dissabores. Nesse campo de dores,
Dores indolores, já não há mais cores.
Melancólica paisagem, hoje tão calma,
Que toca a alma, e traz a lágrima.
enviada por Yakov
12/04/2007 16:22
O Golem
Jacob M Galon
E então, o que os frangotes vão fazer agora? Chamar a mamãe?
Foi o que disse Maurício, ou Golias, como era mais conhecido. Golias era o líder do grupinho mais mau-encarado do colégio. Implicava com os outros só de olhar. Mas neste caso, a implicância tinha outro motivo e vinha de longe desde o ano anterior. Tudo porque, quando Golias estudava junto com os gêmeos , eles não quiseram participar da rede de cola como os outros alunos. No fim, Golias acabou reprovando a 6ª série. E achava que a culpa era dos gêmeos cdfs.
Os dois não tinham para onde ir. Encurralados pelo bando em um corredor estreito, só podiam ficar quietos e esperar pelas pancadas. Sempre haviam conseguido escapar. Desta vez, o grupinho de Golias fora mais rápido. Certamente tinham planejado tudo antes. Se é que aqueles alienados eram capazes de planejar alguma coisa.
Sem muita conversa, acertaram um soco no rosto de Davi e outro em sua barriga (este ia na direção de Daniel, mas Davi se pôs na frente). Por sorte dos gêmeos, o inspetor apareceu nessa hora. Mas não quis ouvir a explicação de Davi; mandou todos para a diretoria. Resultado: dois dias de suspensão, inclusive para Davi e Daniel.
Os gêmeos chegaram em casa revoltados. Estavam pagando por algo que não tinham feito. Também, quando a mãe soubesse da suspensão, certamente iria deixá-los de castigo. E tudo por culpa de Golias e seu bando. O pior era que sabiam que seriam atormentados por eles o ano todo. Tinham de fazer algo. Foi quando Davi teve a idéia que mudaria suas vidas para sempre. Ou não.
Ambos conheciam as histórias. O Golem. O ser que protegia o povo. Mas não era só lenda? Ainda que fosse, não custava nada tentar. Talvez fosse a única maneira de ficarem livres das perseguições do bando de Golias. Daniel ainda hesitava. Porém, foi logo convencido por Davi de que, se conseguissem, só teriam coisas boas e estariam sempre protegidos.
Foram prontamente para o quintal dos fundos, onde poderiam arranjar uma certa quantidade de barro. Juntaram tudo numa enorme bacia e levaram para o porão; lá podiam trabalhar sem ser atrapalhados (e descobertos pela mãe). Não sabiam por onde começar. Perceberam o quanto era difícil moldar o barro informe, para deixá-lo em forma de uma criatura. Tinha de ser algo perfeito ou quase perfeito. Uma perna não podia ficar maior que a outra, nem um braço maior que o outro. Também tinha de ser consistente se o corpo ficasse muito fino, o Golem não conseguiria se sustentar. E até os pequenos detalhes deviam ser observados, para que ele ficasse pelo menos simpático o formato do nariz e dos olhos, por exemplo.
Horas depois, finalmente terminaram: ali estava, um homem de barro, feito com esmero. Porém, de vivo nada tinha. Mas os gêmeos sabiam o que tinham de fazer. Escrever a palavra na testa do Golem. Sim, escrever era o principal. Davi, sempre o mais corajoso, foi quem o fez. A princípio, nada aconteceu. Pelo visto, era mesmo apenas uma lenda. Ou talvez precisasse secar. Com muita dificuldade, levaram o boneco de barro, deitado na bacia, para fora. Ainda tinham de torcer para que ninguém os visse.
Colocaram-no no sol. Esperaram dez, vinte minutos. Nada. Não podiam esperar mais. Uma hora ou outra, a mãe acabaria vendo. Por isso, não tiveram outra alternativa a não ser jogar o pobre Golem para fora do quintal. Lá o deixaram, bem embaixo do cesto de lixo. Tanto trabalho... Daniel até sentia vontade de chorar de tristeza.
Os dias se passaram; o Golem já não estava mais lá; talvez tivesse sido desmanchado pela chuva. Ou por alguém que não tinha o que fazer. Os gêmeos já quase nem lembravam mais dele. Tinha sido só um sonho. Uma lenda.
Foram para a escola. Era dia de prova. E qual foi a surpresa dos dois quando chegaram lá e viram, junto ao grupinho de Golias, o Golem que haviam feito vivo, muito vivo. Mais tarde descobriram que ele fora recolhido por Golias, e que agora ajudava o bando a importunar outros garotos e a colar nas provas (o Golem ficava na janela passando os pedaços de papel com as respostas, que guardava na boca). Desta vez, a tristeza dos gêmeos foi muito maior. O que haviam feito do seu Golem? Pobre Golem... Pobres garotos.
enviada por Yakov
30/03/2007 16:07
Bom, para quem tiver tempo e paciência, eis o conto que estava escrevendo (e finalmente ficou pronto - a princípio). Especialmente para os ghost readers do blog! Um abraço e shabat shalom!
As montanhas
Um dia perfeito! Depois de se espreguiçar e esfregar os olhos, Mordechai mal pôde acreditar quando olhou pela janela e viu aquele maravilhoso céu azul, de brigadeiro, como o avô dizia, sem uma nuvem sequer. O clima estava bem agradável, fresco, apesar de ainda ser muito cedo. Seu irmão Uri dormia tranqüilamente, chegando a suspirar vez ou outra. Mordechai pensou em se deitar novamente e tentar dormir mais um pouco. Mas aquele dia não era como os outros era um dia especial. E a última coisa que ele conseguiria fazer era dormir. Por isso levantou, calçou os chinelos e foi em direção à porta, tentando fazer o mínimo de barulho para não acordar Uri.
Achou que poderia comer um pedaço do delicioso pão preparado pela mãe no dia anterior (aliás, era a única coisa que ela sabia fazer na cozinha). Mas resolveu que esperaria todos levantarem, para comer junto com eles. Afinal, aquele dia não era como os outros. Foi até a sala, onde viu sobre o sofá azul-marinho o livro aberto no trecho que deveria ler na frente de um monte de gente dali a poucas horas. Decidiu treinar um pouco mais, pois na verdade não era só ler; deveria cantar a passagem, o que deixava as coisas um pouco mais complicadas já não bastasse o nervosismo de ficar exposto em público.
Leu, releu, uma, duas, três vezes. Até que ouviu o barulho de uma porta abrindo. Era a do quarto dos pais. E pelo jeito de andar, era a mãe que havia levantado. Não foi ao encontro dela no corredor. Ficou ali, na expectativa de que ela o visse estudando o livro e dissesse algo como ai, que lindo o meu garotinho, levantando cedo para se preparar!. Mas de repente isso lhe pareceu meio bobo, meio... infantil. Então torceu para que ela não dissesse. Porém, quando a mãe entrou na sala e o viu ali com o livro, a primeira coisa que disse foi:
Ai, que lindo o meu garotinho, levantando cedo para se preparar!
Não queria ter ouvido isso. A partir daquele dia não seria mais um garotinho; pelo menos achava que não seria. Mas como deixaria de ser um garoto, assim, de uma hora para outra? Num passe de mágica? E, ainda, o que iriam querer dele? Que agisse sempre como um adulto? Ainda não era um adulto. Era?
Não, mãe, eu... é... só tava dando mais uma olhada, Mordechai balbuciou, não vendo como contestar a mãe.
Está certo, filhinho! Seu pai vai ficar orgulhoso!
O pai? Então estaria fazendo aquilo para ele? Para os pais? Para as outras pessoas? E ele, o que ganharia? Quer dizer, até então achava que seria para si mesmo. Por um momento, Mordechai chegou a pensar em desistir. Como se pudesse.
Mais tarde, durante o café da manhã com toda a família reunida, Mordechai observava Uri. O irmão, quase dois anos mais novo, às vezes parecia muito mais adulto que ele; seria adulto ou maduro? Não sabia dizer. Uri ainda era uma criança sim, mas havia algo de diferente nele; algo que Mordechai também tinha, embora parecesse, por alguma razão, querer esconder. Por que fazia aquilo? Porque talvez fosse justamente o contrário de ser adulto, já que não se lembrava de algum adulto que fosse tão diferente quanto Uri. A não ser o tio Mike, um parente que só vira uma vez na vida, há alguns anos atrás. Aquele era especial. Mas o único.
Uri gostava de imaginar coisas. Olhava para a xícara e via um pássaro. Na fatia de pão via um tapete mágico. Às vezes parecia exagerar um pouco. Para os pais, muito objetivos, estava sempre exagerando. Mas, sem dúvida, eles é que eram os exagerados. Ou não? Quem estava certo? Havia algum certo? O café estava quente demais, mas o pão uma delícia.
Uri gostava também de ficar sentado na cama bem na frente da janela, para admirar as montanhas que despontavam no horizonte. Dizia que a maior de todas as aventuras seria atravessar aqueles montes e descobrir o que haveria do outro lado. De vez em quando contava histórias sobre como tentara fazer a travessia, passando por entre as altas árvores e enfrentando inúmeros obstáculos. Porém, nunca sequer pusera os pés nas montanhas. Pelo menos não que alguém soubesse. Não da maneira que se imaginava. E Mordechai sabia disso. Contudo, ainda não tivera coragem de acompanhar o irmão na aventura. Por comodidade, pressão ou medo, preferia permanecer ali, ao pé do monte, como fazia a maioria. De fato não era o que queria. Seria muito chato ficar parado ali como todo mundo. Como os pais.
Aliás, eles, os pais, mesmo naquele dia especial não só pelo evento de Mordechai, mas por ser um sétimo não paravam de falar sobre negócios, trabalho, dinheiro, e essas coisas. Era assim a semana toda, no café, no almoço (quando dava tempo de almoçar em casa) e na janta. O pai queria que Mordechai fosse como ele, que viesse a cuidar dos negócios da família; nunca dissera isso, mas Mordechai sabia, pois era assim que tinha de ser: o filho mais velho herda o trabalho do pai. E ainda mais agora, depois desse dia, sabia que sua responsabilidade aumentaria. Só por causa da tradição? Deveria ser mesmo um passe de mágica.
Depois do café o pai o chamou para o quarto para conversar. Mordechai podia imaginar o tipo da conversa. E foi exatamente o que esperava. O pai disse que a partir daquele dia ele passaria a ser responsável por seus próprios atos, devendo seguir e viver conforme os bons princípios. Mas que princípios esses que o pai mesmo não seguia? Estava fazendo aquilo mais por obrigação do que por realmente acreditar. Mordechai ainda não entendia. Não passaria de um mentiroso se prometesse algo e não cumprisse depois. E se antes ele desejava intensamente a chegada desse dia, agora só o que queria era que, se pudesse, fosse adiado mais alguns anos.
Assim que o pai saiu, Uri entrou o quarto, como a primeira estrela que enfeita o céu ao entardecer das sextas-feiras. Estava sempre sorrindo, o rosto sempre sereno. Sem dizer uma palavra, Uri sentou ao lado do irmão e apontou com a mão direita para a janela, na direção das montanhas ao horizonte. Depois, olhou docemente para Mordechai, e com voz igualmente doce disse:
Pra chegar do outro lado tem que subir de pouquinho, de vagar, senão não tem como! E tem que fazer isso sendo pequeno; os grandes não conseguem passar pelos buracos no meio das árvores, por causa do tamanho deles.
Mordechai sorriu. Nesse momento, a mãe mandou que os dois se arrumassem, pois já estava quase na hora e não deveriam se atrasar. Mordechai entendeu. Já estava pronto. Trocar de roupa era como subir a montanha, peça a peça, passo a passo. E se você fosse grande não caberia nas roupas. Bom mesmo era ser pequeno. Finalmente lá foram eles, levados pelos pais ao pé dos montes do horizonte. Eram montanhas muito altas, cheias de árvores e alguns pedregulhos. Possivelmente por isso houvesse tantas pessoas simplesmente paradas, acomodadas ali na base. Não tinham coragem de subir. Ou talvez tivessem se deixado crescer demais. Vestiam roupas muito elegantes, um pouco curtas, que pareciam fantasias ou disfarces. Os sorrisos também eram de fantasia. Talvez tivessem acreditado que tudo era um simples passe de mágica. Talvez quisessem ter acreditado nisso, por ser mais fácil.
Mas ali de baixo se podia ver também algumas pessoas lá no meio das montanhas, subindo e subindo. Mais pareciam pontinhos coloridos no verde-escuro dos montes. Havia também um ou outro que se aventurara a subir mas desistira no meio do caminho; esses desciam, voltando para a base, e reforçavam o coro dos que estavam ali: é impossível chegar ao outro lado. Mordechai sabia que não. Uri também.
Mordechai não pensou duas vezes. Não queria ficar ali. Queria subir e ver o outro lado. Olhou para Uri; queria que o irmão fosse com ele, se pudesse. Uri abraçou Mordechai e disse, com voz doce e firme, qual a de um anjo:
É a sua vez agora. Você vai conseguir. Eu vou fazer tudo pra ajudar você. Ele também. Agora você tem que ir!
Mordechai deu mais um abraço em Uri, e beijou o pai e a mãe. Eles, os pais, ficaram ali, como a maioria. Quem sabe um dia não acordassem, diminuíssem e resolvessem subir também. Nunca era tarde para isso. Uri também ficou, mas Mordechai sabia que na verdade ele já estava subindo. Por isso era especial. E enfim Mordechai foi, subindo os primeiros degraus, dando os primeiros passos. Tomou o livro e começou a cantar a canção; mas já conhecia de cor. Sabia das dificuldades; porém, tinha certeza de que conseguiria. Afinal, era para isso que existia. Uri também tinha certeza. Principalmente porque conhecia Alguém que se dispunha a ajudar aqueles que subiam a montanha e desejavam alcançar o outro lado, de todo o coração. E Uri conhecia o coração de Mordechai; Mordechai também conhecia o de Uri. Talvez porque os dois tivessem o mesmo coração. O mesmo pequeno, doce e sábio coração. E dentro dele a essência, a essência diferente. E lá se ia Mordechai com o livro, um pontinho colorido e brilhante no verde-escuro das montanhas. Como a primeira estrela que enfeita o céu ao entardecer das sextas-feiras.
enviada por Yakov
16/03/2007 16:09
Olá! Como estou bonzinho, e ainda não terminei o conto que quero postar aqui, aí vai mais um trecho do atual livro, David Bloystein - os Livros Secretos (antes que comece o Shabat), este do final do capítulo 9:
"Assim, Yoysher se despediu e se foi, prometendo que voltaria se eles realmente precisassem de ajuda. De onde estavam podiam ver claramente a gruta. Aparentemente não havia ninguém do lado de fora, exceto algumas esculturas de pedra dispostas ao redor. Mas os três tinham certeza absoluta de que a criatura estava lá dentro. Tinham de pensar numa forma de neutralizá-la, de conseguir pegar os livros (se é que realmente estavam naquela gruta) sem que ela os atrapalhasse. David perguntou a Miriam se ela sabia de algo que poderia ajudar e, como sempre, depois de pensar um pouco, a garota lembrou de ter lido que a única forma de derrotar uma górgone era fazendo-a cair na própria armadilha. Charlie questionou como isso seria possível, e Miriam explicou que deveriam fazer a criatura olhar-se num espelho; assim, transformaria a si mesma em pedra. Era uma idéia genial; porém...
- Onde vamos conseguir um espelho? - perguntou David.
Miriam prontamente começou a fuçar em sua mochila; até que tirou lá de dentro um espelhinho redondo e o mostrou para os dois.
- Uma garota nunca anda desprevenida! - ela disse, exibindo o espelho.
- Olha, as Górgones viram pedra se olhando no espelho... - gracejou David, fazendo-os rir.
- Mas pelo menos desta vez o espelho vai servir para uma coisa útil! - disse Charlie, e Miriam lhe deu um tapão nas costas para revidar.
Então eles decidiram que deveriam entrar. Se aproximaram, passando pelas estátuas ao redor da gruta. Foi quando David percebeu que não eram estátuas, e sim pessoas e seres que haviam sido transformados em pedra pela górgone. Havia um que parecia um guerreiro, outro um nobre, um habitante do vilarejo, um unicórnio e até um pégaso. Porém, David resolveu não comentar com os outros, para não assustá-los.
Finalmente chegaram à entrada da gruta. Ficaram ali parados por um tempo, tentando enxergar alguma coisa lá dentro. Parecia haver uma luz fraca, como que de uma tocha, bem no fundo da gruta. Também podiam ouvir um choro horrível, que mais parecia uma mistura de gritos e uivos; o som ecoava nas paredes. Certamente a górgone estava "em casa". Apesar do receio, eles entraram, caminhando bem de vagar e cuidadosamente por entre os pedregulhos do chão da caverna, tentando não fazer barulho para não serem percebidos pela górgone antes do tempo. Se isto acontecesse, poderia ser fatal."
Feedback, people, please! Um shabat shalom a todos!
enviada por Yakov
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